terça-feira, 12 de abril de 2011

Transcarioca e as Remoções.


A Prefeitura do Rio de Janeiro, de olho na Copa (2014 ) e Olimpíadas (2016), implantou o projeto da TRANSCARIOCA que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Tom Jobim. Com a intenção de aprimorar os meios de transporte reduzindo o tempo de viagem.

No trajeto por onde passará a TRANSCARIOCA estão acontecendo diversas remoções. No Largo do Campinho, já e notado os escombros de casas e comércio que foram demolidos e outros descaracterizados.

Existem ainda no largo do Campinho casarões construídos no séc. XIX no caminho Imperial (conta a historia que D. Pedro passou por aqui).

No Largo do Campinho existem aproximadamente 60 famílias, um total de 300 pessoas.

A D Hilda (65anos) e Sr. Tião (83) vivem no local à 38 anos, eles têm um comércio de móveis antigos de onde tiram seu sustento. Existem muitos idosos, crianças e pessoas portadoras de alguma deficiência.

A Prefeitura tem violado os Direitos Humanos por conta da TRANSCARIOCA, a vida dos moradores tem sido um transtorno diário. Funcionários da Prefeitura tem vindo e coagindo moradores, colocando pressão psicológica ao dizer que se não aceitarem a Prefeitura vai pagar um aluguel social num período de 6 meses e depois cada um responda por si. Aproveitando do pouco conhecimento que possuem sobre seus direitos e oferecendo mais de um apartamento em Cosmos para mais de um membro da casa na condição que todos deixem o local.

A Prefeitura não tem dado opção, mas vem impondo um apartamento em Cosmos cerca de 60 km, aproximadamente, do largo do campinho.

A prefeitura marcou para levar o pessoal sem compromisso para ver os apartamentos. Quando lá estavam automaticamente eles fizeram um cadastro e voltou uma semana depois para levar as pessoas que haviam dado o nome, dizendo eles aos moradores que não passavam de formiguinhas diante da Prefeitura e que ela sempre vence. Os moradores se sentido pressionados a aceitar e achando que o fato de ter ido ver o apartamento e dado o nome eram obrigados a se mudar, acabaram concordando, dessa vez foram 9 famílias na

semana seguinte 12 famílias. Tem o pessoal que não concorda com a maneira de a prefeitura esta direcionando suas vidas e ficaram para resistir acreditando que os direitos humanos e a lei orgânica serão respeitados.

O primeiro contato oficial que eles tiverem foi 05/01/11, foi dito que ate o momento a única coisa que eles teriam a oferecer e o apartamento quitados em Cosmos – avaliados em RS 51.000,00.

Foi feito uma manifestação pacifica dia 02/11/11 no largo do Campinho. Os moradores estavam reivindicando uma moradia digna e próxima da de origem sem ter que afetar a rotina e pesar no bolso seu deslocamento.

Os moradores não estão contra o Progresso, apenas querem seus direitos respeitados.

O Querido prefeito tem liberado verbas para o Carnaval, que é uma brincadeira e dura apenas 3 dias, mas não tem dado a mínima para o destino de vidas humanas que precisam do básico para sobreviver. Sua única solução é transferir todos os menos favorecidos para Cosmos, formando um verdadeiro gueto.

DEIXO O NOSSO GRITO DE SOCORRO A VOCÊS EM NOME DOS MORADORES DO LARGO DO CAMPINHO-RJ

Publicado em 01/03/2011 por comitepopulario

Antoniete Rodrigues Simões – Moradora do Largo do Campinho

Fonte: inal…@gmail.com

Pau e Circo: Copa, Olimpíadas, Movimentos Sociais e Cidade de Exceção.


Megaeventos como a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos estão associados, hoje em dia, à execução de grandes projetos de intervenção urbana. A organização desses grandes eventos passa a fazer parte de um tipo de modelo de planejamento urbano, o “empresariamento urbano”. Intervenções pontuais, capazes de estimular uma renovação urbana e o aburguesamento em diferentes áreas de cidade, são parte fundamental da estratégia do empresariamento urbano. Essas áreas da cidade, valorizadas por obras de infra-estrutura e pela proximidade de equipamentos esportivos, para atrair investimentos e novos negócios, tornam-se palco de despejos e remoções dos moradores pobres, de rua e de habitações irregulares, da repressão aos trabalhadores de rua, ambulantes etc. A cidade também precisa ser livre de conflitos e, para tanto, a repressão policial objetiva intimidar e impedir as manifestações dos críticos e atingidos pelas mudanças.

Copa, Olimpíadas e o Rio de Janeiro   

No Rio de Janeiro, os efeitos desse modelo já podem ser percebidos. Todos os projetos de intervenção urbana são voltados para os megaeventos esportivos. Afinal, serão alguns dias de grande divulgação da imagem da cidade, e a propaganda é a alma do negócio. O que está sendo negociado, porém, é bem concreto: são os terrenos públicos e privados que poderiam ser usados para habitação popular. Estão sendo negociadas isenções de impostos para os investimentos do capital, enquanto faltam recursos para saúde e educação. Estão sendo negociados novas leis e parâmetros urbanísticos que atendam às grandes cadeias internacionais de hotéis, e que garantam também que os pobres serão removidos para bem longe. Estão sendo negociados mais uma reforma do Maracanã, outra do Sambódromo, além da construção, com dinheiro público, de vilas olímpicas para atletas, árbitros, mídia etc, de forma que as construtoras recebam todos os benefícios, aluguem esses quartos para o poder público antes e durante os eventos, e depois os vendam para os ricos e especuladores. Planejamento? Apenas para a elaboração de um cardápio de possíveis intervenções urbanas que serão postas em prática conforme o capital compre ou não cada projeto, através das parcerias público privadas (PPPs). Democracia? Apenas para o capital, que diretamente decide o que e onde será realizado, construído ou utilizado na e da cidade.

Em suma, está sendo negociada a cidade, e com ela todos seus recursos e os direitos dos seus moradores e trabalhadores. E, se flexibilização e desregulamentação são palavras mágicas para o capital e o neoliberalismo, elas são, agora, aplicadas também às cidades. Argumentam que vivemos um momento excepcional, que prazos para obras precisam ser cumpridos para que o Rio e o Brasil não passem vergonha. O resultado é a instauração de uma cidade de exceção. Cidade onde leis de licitações, limites de endividamento, leis que regulam os parâmetros urbanos, leis fiscais, ambientais, e mesmo as garantias dos direitos individuais e coletivos são flexibilizadas conforme o gosto do freguês (investidores).

E, se o objetivo são os negócios, não esqueçamos: “amigos, amigos… negócios à parte”. Pois, se o objetivo é uma cidade amigável aos negócios e o capital, a cidade não será amigável aos seus moradores e trabalhadores. Vejamos: estão previstas remoções de 130 favelas até as Olimpíadas. Para a construção de 3 grandes vias rodoviárias (Transcarioca, Transoeste e Transolímpica) serão necessários milhares de despejos, que estão sendo realizados, sobretudo na região de Jacaré Paguá, sem o mínimo de respeito aos direitos de moradia e aos direitos humanos. Os 73 terrenos do Metrô, todos em áreas com infraestrutura, ao invés de usados para habitação popular, serão vendidos para fazer caixa para o metrô prometido ao COI. A Zona portuária carioca, onde cerca de 70% do solo é público, também entrou nos planos Olímpicos, para reforçar o projeto de aburguesamento da região. A política de segurança, o que inclui as UPPs, tem como prioridade criar zonas de paz (e de muros) nos entornos dos equipamentos esportivos, nas vias de acesso dos turistas, e nas áreas valorizadas ou em vias de valorização. E, por falar em segurança, lembremos: os jogos Pan-americanos no Rio, em 2007, começaram com o massacre no Alemão. E isso não foi mera coincidência: foi a política do circo que, no nosso caso, tem como acompanhamento o pau em vez do pão.

Já que estamos falando nisso: alguém acha que é coincidência o fato de termos no Rio uma coalizão de poder envolvendo as 3 esferas de governo: federal, estadual e municipal ? Ou acha que é por acaso que 90 (ou 91) dos 92 prefeitos do Estado do Rio tenham apoiado a reeleição do Governador ? Não, isso não é mera coincidência. Essa é uma das expressões da unidade da classe dominante aqui. Unidade essa que há uns 50 anos não existia (se é que existiu algum dia). E essa unidade tem como um de seus pilares o projeto de fazer da cidade do Rio uma cidade global (da periferia do capitalismo), e para tal é fundamental a realização dos megaeventos esportivos.

Segundo a teoria, as cidades globais concentram sedes de empresas transnacionais, precisam ter hotéis, serviços e equipamentos de 1ª classe para os homens de negócios. Precisa ter também uma excelente infraestrutura para essas empresas, tanto na área de comunicações como aeroportos, segurança etc. E precisam ter também condições atrativas para as empresas, como isenção de impostos, oferta de terrenos com infraestrutura e baixo preço, mão de obra barata etc. Não é a toa que vemos serem desengavetados projetos impopulares como as privatizações de aeroportos, da saúde, através das terceirizações nas emergências de hospitais, propostas de aumento da idade de aposentadoria dos professores etc. E tudo em nome da Copa e das Olimpíadas! Novamente segundo essa teoria, alguns dos efeitos desse modelo tão almejado são o aumento da desigualdade social e econômica e da segregação espacial. Mas alguém acha que isso é um problema para a classe dominante?

Para pôr tudo isso em prática, é preciso convencer disso também os trabalhadores, os pobres e até mesmo os movimentos sociais, sindicais etc. E nada melhor do que o clima criado pelos grandes eventos esportivos para isso. Ou ninguém lembra das festas de rua para comemorar a vitória do Rio e do Brasil pelo direito de ser sede das Olimpíadas? Megaeventos servem também para difusão de um “patriotismo da cidade”, que visa angariar apoio popular ao projeto da classe dominante, e assim para evitar e criminalizar as críticas, os conflitos urbanos, trabalhistas, fortalecendo ainda mais a cidade de exceção. Afinal, argumentam mídia e governos: remoções, despejos, obras faraônicas e desnecessárias, muros em favelas etc estão a serviço de um bem maior e, se alguém se insurge contra essas coisas, está contra o progresso, a cidade e o espírito olímpico !!!

Coerção e consentimento, criminalização dos pobres e patriotismo da cidade. Eis a velha fórmula de hegemonia. Mesmo assim, há aqueles que resistem. E a resistência a megaeventos tem feito história. E essa história é escrita através dos conflitos e pelos movimentos sociais.

PAN Rio 2007: Manifestações e Manifestantes.

Com a realização do PAN 2007 no Rio, muitas manifestações, antes, durante e depois do evento foram realizadas. Foram organizadas por movimentos que representavam grupos sociais diretamente ou indiretamente atingidos pelo evento. As obras relativas aos Jogos; as prioridades orçamentárias das três esferas do Estado; e a política de segurança implementada durante o PAN e as remoções foram, entre outros, fatores que atingiram diferentes segmentos da população. Mas, existiram também aqueles que aproveitaram a ocorrência do PAN para realizarem manifestações: que usaram o PAN como arena para dar mais visibilidade às suas lutas e reivindicações. A articulação desses movimentos e entidades resultou na construção de uma ampla rede de entidades e movimentos sociais. Essa articulação de movimentos sociais no Rio de Janeiro se deu, em um primeiro momento, através do Comitê Social do PAN. Depois, quando passou a organizar um conjunto maior de movimentos e entidades, através da Plenária de Movimentos Sociais (PMS-RJ).

Agora, 4 anos depois do PAN e alguns ainda antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas, podemos aprender com a experiência recente de nossas lutas. No caso do PAN 2007, o legado para a população, em matéria de obras e equipamentos, foi praticamente nenhum, enquanto os custos foram bastante altos. Já do ponto de vista das lutas sociais, os legados foram significativos. E serão mais ainda se, agora, servirem não apenas às lutas no Rio, mas também a todos os lutadores das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Os comitês populares da Copa estão sendo criados. Porto Alegre, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte são algumas das cidades onde já existem. No Rio, o comitê popular é da Copa e Olimpíadas. Cabe a todos nós participar desses comitês, preparando a resistência para impedir que o circo aqui montado não venha acompanhado de mais pau nos trabalhadores e setores mais vulneráveis de nossa cidade.

Guilherme Marques “Soninho” (doutorando do IPPUR/UFRJ

Publicado em 22/03/2011 por comitepopulario .

Queridos jovens! Queridos amigos e amigas!

Bento XVI
(Mensagem a juventude do Brasil)
«Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres [...] Depois, vem e segue-me» (Mt 19,21).

 Desejei ardentemente encontrar-me convosco nesta minha primeira viagem à América Latina. Vim para abrir a V Conferência do Episcopado Latino-americano que, por meu desejo, vai realizar-se em Aparecida, aqui no Brasil, no Santuário de Nossa Senhora. Ela nos coloca aos pés de Jesus para aprendermos suas lições sobre o Reino e impulsionar-nos a ser seus missionários, para que os povos deste "Continente da Esperança" tenham, n’Ele, vida plena.

Por: Ir.Edmilton Neves,SDV.

Pensamento de Pe Justino Maria Russolillo,SDV.

<< Ajudar as vocações é a maior obra de amor >>.

<< É preciso convencer-se do próprio e máximo dever de consagrar a vida às vocações >>.

<< Tenho a convicção de que não faltam vocações, mas animadores, suscitadores e cultivadores de vocações >>.

<< O próprio fato de que Deus chama um ser, revela que aquele ser desde a eternidade estava no pensamento de Deus >>.

<< Seja a nossa vida toda uma festa de amor >>.

<< Sempre que se trata de servir ao Senhor, tudo aquilo que se pode fazer, deve ser feito >>.

<< Não será possível aperfeiçoar o bem que já fizemos, a não ser mediante o desejo de um bem maior >>.

<< De um modo geral tudo é divina vocação no mundo, vocação à vida. Vocação à fé.

Vocação à Santidade >>.

<< Cada ser e cada estado digno do ser corresponde a uma divina vocação >>.

<< A vocação à santidade está contida na vocação à fé >>.

<< Por divina vocação entende-se aquela dos seres capazes de escutá-la e segui-la >>.

<< A vocação a Santidade é geral, estendendo-se a todos aqueles que são chamados à vida e muito mais a todos aqueles que são chamados à fé >>.

<< A Divina Vocação é um ato distinto, explícito, particular da vontade divina que chama as pessoas >>.

Dia 07 de Maio acontecerá em Pianura - Nápolis Itália. A celebração de sua beatificação!

Por: Ir.Edmilton Neves,SDV.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Notas distintivas do religioso Vocacionista.

1. UNIVERSALIDADE.

O Servo dos Santos, enquanto procura especializar-se nas varias mansões, não deve por limites ao seu serviço à Santa Igreja Católica, mas extender-se, com o espírito e a obra, a todo campo e ministério sacerdotal, segundo o beneplácito dos Sacros Pastores.



2.MASCULINIDADE.

Todavia o Servo dos Santos, embora não exclusivamente, mas mesmo diretamente aplica todo o seu serviço extra-sacramental ao mundo masculino, não deixando nenhuma idade e condição, mesmo com preferência às classes humildes e à primeira juventude.



3. LABORIOSIDADE.

Para tornar-se mais útil a Congregação habilita e tem exercitado todos os sócios, seja clérigos, seja leigos, no trabalho manual não menos que no trabalho intelectual, e contrario, de forma que todos e cada um em particular vivam uma intensa laboriosidade mista, mas com são equilíbrio físico e moral.



4.GRATUIDADE.

Com o trabalho manual produtivo, o serviço dos Santos deve providenciar à manutenção dos sócios e das obras, para poder prestar o seu serviço espiritual à Santa Igreja, com verdadeiro desinteresse e gratuidade, muito mais, pois quando e onde a Divina Providencia move em seu favor a beneficência do próximo.



5. PRATICIDADE.

O Servo dos Santos deve marcar de romana praticidade toda a sua doutrina e a sua ação, evitando todo o luxo de superfluidade e aproveitando, naquele, as conclusões aprovadas pelos estudos dos doutos, nesta, as experiências consagradas pelo uso dos séculos e pelos sucessos dos Santos.



6.ADAPTABILIDADE.

O Servo dos Santos como deve ser tenacissamente apegado ao uso dos vários meios maiores quais são os Sacramentos, a oração e o multiforme ministério da palavra, assim na escolha e no uso dos meios menores, que são todos os demais, mesmo sem volubilidade, deve ser fácil a se adaptar a todas as circunstancias.



7. FESTOSIDADE.

O Servo dos Santos deve encher-se de uma indomável alegria que se revele em todas as suas maneiras cordialmente alegres, para melhor vencer as influencias do espírito do mal e melhor servir à santificação universal, que é a obra do Espírito Santo de Deus Consolador.



8. COMBATIVIDADE.

O Servo dos Santos deve sempre lembrar-se do estado de vida e da condição de militante em que está o mundo presente, para que nunca desista de tender para o mais e para o melhor, nos progressos espirituais, e sem nunca limitar-se à defensiva na luta para o Reino de Deus.



9. SOBRENATURALIDADE.

Mas acima de tudo o Servo dos Santos deve sempre elevrar-se e manter-se e aperfeiçoar-se no sobrenatural, em tudo vendo Deus, em tudo tendo como centro Deus, em tudo tomando os movimentos de Deus e recolocando toda a sua vida e ação na piedade integral, que é somente útil a tudo.



10. SILENCIOSIDADE.

O Servo dos Santos se interdiz absolutamente qualquer forma de publicidade a respeito das suas obras, devendo bastar, no caso, a luz dos fatos, para não faltar à simplicidade e à fidelidade com que deve servir o próximo e glorificar só a Deus, nos Seus santos e no Seu Clero.

Extraido do Livro Ascensão.

Por Ir. Edmilton Neves,SDV.