sábado, 31 de julho de 2010

MÉRCIA, ELIZA E ELOÁ VOZES QUE CLAMAM POR JUSTIÇA

O mês de Julho se vai, mas deixa para todos nós brasileiros um clima de dor e indignação. Foi aprovado há seis anos pela legislação brasileira, a lei Maria da Penha. A esperança de muitas companheiras e de alguns irmãos era de ver neste país, as mulheres serem respeitadas do jeito que merecem, com dignidade e amor. Infelizmente a lei Maria da Penha ainda não foi o suficiente para amedrontar determinados homens, que usam da força física para provarem sua masculinidade.

Há dois anos uma jovem chamada Eloá, de 15 anos, chocou todo o mundo com a sua triste história que acabou em morte. Seu ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, invadiu seu domicílio, no bairro de Jardim Santo André, em Santo André (Grande São Paulo), onde ela e colegas realizavam trabalhos escolares. Inicialmente dois reféns foram liberados, restando no interior do apartamento, em poder do sequestrador, Eloá e sua amiga Nayara Silva, de 15 anos.
O sequestro durou 2 dias, iniciando no dia 13 e encerrando de forma tragica no dia 14 de Outubro. Após mais de 100 horas de cárcere privado, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo explodiram a porta - alegando, posteriormente, ter ouvido um disparo de arma de fogo no interior do apartamento - e entraram em luta corporal com Lindemberg, que teve tempo de atirar em direção às reféns. A adolescente Nayara deixou o apartamento andando, ferida com um tiro no rosto, enquanto Eloá, carregada em uma maca, foi levada inconsciente para o Centro Hospitalar de Santo André. O sequestrador, sem ferimentos, foi levado para a delegacia e, depois, para a cadeia pública da cidade.
Eloá Pimentel, baleada na cabeça e na virilha, não resistiu e veio a falecer por morte cerebral confirmada às 23h30min de sábado, 18 de outubro de 2008. A voz desta linda jovem, vitima de agreção de acordo a Lei Maria da Penha, ainda hoje resoa nos nossos ouvidos. Um fim tragico, uma midia feito urubu encima de carniça, disputando e brigando umas contra as outras para verem quem iria dar a primeiro noticia do dia. Consequentimente, abafando o grito desta jovem que calamava por dignidade, vida, respeito, justiça e dentre outras séries de coisas que falta a mulher brasileira em especial.
Hoje duas mulheres estão no centro das atenções, prestes a serem esquecidas pela midia, oportunista e surja, brasileira. A advogada Mércia Nakashima morta em Guarulhos São Paulo no dia 10 de Julho e a ex-namorada do goleiro Bruno, Eliza Samudi vitima da orgia, das drogas, dinheiro e da ganancia. Ambas causadas pelos ex-namorados. Estou perplexo diante destes acontecimentos. As duas morreram de forma des-humana. Meu Deus, a que ponto chegamos!
Duas mulheres, dois homens, dois casos, duas vitimas, as duas mortas. E a justiça? Lutando contra a midia, os advogados de defesa, que insistem inocentar seus clientes ou aliviar a pena que irão receber. Se é que serão punidos de acordo a LEI.. E a Justiça? Aguardando os inqueritos policiais. E os inqueritos policiais? Recheados de acusações e fatos, que levam a confirmar os verdadeiros acusados. E que desfecho teremos diante desses casos? É melhor irmos a uma pizzaria e comermos pizza de 4 queijos. Esperamos que estes dois casos não fiquem esquecidos.
A Lei nº 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, tem como missão proporcionar instrumentos adequados para enfrentar um problema que aflige uma grande parte das mulheres no Brasil e no mundo, que é a violência de gênero. Essa lei deve ser respeitada por todos. É impressionante o número de mulheres que apanham de seus maridos, além de sofrerem toda uma sorte de violência que vai desde a humilhação, até a agressão física

Que essas vozes não sejam abafadas. No nosso país temos uma facilidade de esquecer rapidamente. “Esquecemos” da garota Isabela violentada e jogada pela janela pelo próprio pai. Estamos em ano de eleição, quais as políticas públicas para as mulheres serão apresentadas nesses períodos de campanha? Duas presidenciáveis, mulheres companheiras com história de luta e resistência. Quais projetos, que asseguram a dignidade das mulheres, teriam para nos apresentar?

A Lei Maria da Penha, diz no Artigos 2º e 3º o seguinte:
Art. 2o Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
Art. 3o Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Ainda no artigo 3º no 1º parágrafo diz: § 1o O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Vamos todos fazer valer esta lei e garantir mais dignidade a todas as nossas mulheres, que fazem, com seu jeito feminino, o Brasil ser mais brasileira.



Por Luis Cláudio, Sdv.
(Religioso Vocacionista)
e-mail: Luis.sdv.pjpt@hotmail.com

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Não é de se estranhar a violência que nos cerca.

Há de se indignar com a situação de violência que nos cerca.Essa violência está presente em todos âmbitos sociais.Recentemente ouvi uma nóticia de que um jovem em Cordovil, um bairro da "cidade Maravilhosa". Foi brutalmente assassinado e jogado num valão. Até que ponto o pensamento humano tem tal concepção de matar friamente uns aos outros, independente do crime ocorrido? Não consigo responder. Alguns dizem que a violência é fruto de um sistema político corrupto, de famílias sem estruturas pscológicas e financeiras, de uma má educação. Considerando esses aspectos, o que realmente faz a violência ser violência? Segundo a lei que rege as relações humanas, a constituição, violência é todo ato que coloca em risco a vida humana. Mais se formos compreender isso a todo momento a vida humana está sendo ameaçada, na mídia desenfreada que assume com eficiência o que o mercado pressiona, mostrar toda a realidade de violência como um ato comum e normal. Em Salvador minha amada terra, há jornais bastantes apelativos no que se diz respeito a violência civil, eles negligenciam as nóticias, colocam a polícia como a que resolve todos os problemas das massas. Daí os assaltantes assim chamados por nós, não possui nenhum valor humano, tem que ser exterminados para que, a paz, a paz, a paz esteja entre nós... É podre e deprimente vislumbrar essa realidade. Algumas religiões imersas no infantilismo "religioso" tratam a violência muitas fezes com imparcialidade, como se Deus estivesse demitido da história humana, como queria a época do Renascimento. A Religião é formadora de pessoas pensantes também, ela não deve revogar essa sua missão, aqui fica evidente não o pensamento abstrato de que Deus resolve tudo, isso já sabemos!Mas o que nós devemos fazer? Assumir, pensar e construir relaçõs frutuosas.
Enfim cabe a nós a destemida missão de mostrar que o ser humano não é só violência, e que essa é uma parte nossa e que devemos transparecer mais a essência boa, que edifica pontes de solidariedade por meio do compromisso com a vida de todos

Por Edmilton,sdv.
(Religioso Vocacionista).

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ser humano como ser de diálogo e decisão - resposta.


Na medida em que compreendemos o ser humano como ser de diálogo e decisão – resposta, o compreendemos como sujeito da sua própria história. Ele não é objeto nas mãos de Deus e muito menos nas mãos do outro, mas interlocutor, capaz de dialogar, decidir e responder.E nem pode fazer de Deus e dos outros objetos parao seu uso.
Quando o povo de Deus (humanidade), por exemplo, se encontra em uma situação de não salvação, percebemos que é estabelecido um diálogo entre Deus e o mesmo, na tentativa de resgatá-lo dessa situação. No entanto, cabe a esse povo a decisão de responder positivamente ou não. Como diz Alfonso García Rubio, quando a decisão é pelo sim, a humanidade situa-se no caminho de benção e salvação; mas quando opta pelo não, ela se mantém na situação de não salvação.
Quando o homem opta permanecer na situação de não salvação, quando se fecha ao relacionamento com Deus, cabe como implicação pastoral, ajudá-lo a retomar a tal relação, a ter uma subjetividade aberta. Pois ao contrário, o Reino de Deus, que se dá por meio da vivência do amor, do respeito, de fraternidade, não acontece e sim um outro “reino”, o do egoísmo, competição, individualismo, desrespeitos e guerras, que são frutos de um fechamento o qual o leva a uma desumanizarão.


Por Valério Oliveira, sdv.
(Religioso Vocacionista).

Estruturas de morte.



Há vários dias venho a procura de vislumbrar as estruturas que conduzem a morte. Pode ser contraditório pensar assim, você procuras a morte? É realmente. Essas mesmas estruturas podem estar presentes em nossas relações interpessoais, nas instituições, na família, enfim em tudo que se apresente como relação entre mulheres e homens.
No contato com as pessoas, apartir de uma relação não sadia percebemos uma estrutura de morte.Uma Religião que não conduz seus membros a serem pessoas melhores em suas relações, Gera morte. Um sistema politico que visa somente alimentar seus lucros pessoais, certamente vai matar, uma família que baseia-se no hedonismo e na infidelidade, não conduz a vida e cria uma estrutura de morte.
O que devemos fazer?Certamente crê na esperança de dias melhores e ajudar-nos uns aos outros, criando assim estruturas que promovam vidas e laços fraternos, tendo em vista um círculo, onde todos se sintam responsáveis por todos.

Por Edmilton Neves Romão,sdv.
(Religioso Vocacionista).

Oração para Pedir Humanidade



Dai-me a graça Senhor...
Dai-me a graça de me comover com o choro de uma criança.
De olhar para o mendigo e debruçar-me sobre suas misérias, do mesmo modo que Ti debruças sobre a minha.
Que a beleza das flores, o verde das folhas e o murmúrio das águas, ressoe no meu ser a essência do teu Ser.
Preciso ser humano Senhor, a fim de poder lavar os pés dos que necessitam chorar com os que choram e se preciso for reclinar a minha cabeça num peito amigo, para escutar o pulsar de um coração aflito (Jo. 13,23).
Dai-me a graça Senhor...
Dai-me a graça de sem medos e receios, poder manifestar a inocência e a pureza de meus gestos.
Conduz Pai as minhas mãos para que elas possam acariciar os angustiados, enxugar as lágrimas dos entristecidos e aplaudir os que vos servem.
Conduz os meus lábios para que eu não traia o meu melhor amigo com um beijo (Mt. 26,48). Mas consagra-os, para que este simples gesto, edifique, cure e purifique o âmago obscurecido das pessoas maliciosas.
Eu preciso ser humano meu Deus, para isso me criastes, soprastes as minhas narinas e me enchestes de vida. Amor pôs em meu coração. Por acaso enterrarei eu estas dádivas?
Negarei eu a tua presença no meu próximo? Sufocarei em mim a humanidade que Tu mesmo imprimistes em minha alma? Não Senhor, não posso.
Dai-me a graça Pai...
Dai-me a graça de ser HUMANO.


Por Fernando N. Prates,ffl
(Fraternidade Filhos da Luz).

domingo, 25 de julho de 2010

Castidade. Para o Reino do céu



Os castos têm força perante os homens e grandeza perante Deus. Não há beleza terrestre que se compare com a castidade perfeita abraçada pela obra prima do Criador o “ser humano”.
Ser casto é ser livre, é mergulhar no mistério de Deus e descobrir um novo sentido de amar. Um amor sem limites, incondicional, sem fronteiras, sem barreiras e sem obstáculos.
Oh! Estado maravilhoso. És graça, és dom, és presente de Deus. Nada se assemelha a uma pessoa casta, nem mesmo o sol com todo o seu esplendor, o luar da noite, as estrelas do céu, tudo se ofusca e se curva perante um “Ser” casto.
Um poder sobrenatural desconhecido por muitos, quem o compreender viverá eternamente e a morte não terá poder sobre ele. És feliz quem o pratica, és alivio na dor, sustento na fraqueza e sorriso na angustia.
Oh! Torrencial de água viva, que inunda os corações, fortificando nossos corpos e revigorando nossas almas. O coração casto é como uma orquestra sinfônica entoando “ La Traviata de Verdi” ou “Tosca de Puccini”.
É muito mais, é mergulhar no infinito e descobrir que somos imperfeitos. E acreditar que em nossa imperfeição se manifesta a pureza de Deus.

Por Fernando Prates, ffl.
(Fraternidade Filhos da Luz).

Romance Vocacional



O silêncio da noite ia desaparecendo e enquanto isso os pássaros a cantar alegravam o amanhecer; a luz do sol invadia livremente a janela do casebre, lentamente os raios solares adentravam pelas lacunas de uma simples janela de madeira. Via-se ali uma humilde casa que ficava escondida entre belas serras. Quando no alto do telhado o galo cantava, todos se levantavam para mais um dia desfrutar; naquela simples janela surgiu uma bela jovem, com semblante tão sereno que se igualava à serenidade do amanhecer. Ela olhava para as árvores, para as serras, para tudo o que os seus sensíveis olhos poderiam enxergar, era como se tudo fosse uma novidade para ela, como se nunca tivesse visto um amanhecer. E olhando para o céu, traçou na parte superior do seu corpo um sinal que demonstrava a religiosidade e a fé que habita em seu simples coração.

Por Wilson Lima ,sdv
(Religioso Vocacionista)

Por meio de uma criança há uma imagem adulta.

Cabe a nós pessoas adultas,não só educarmos as crianças mas darmos as possibilidades necessárias para que elas se mostrem a nós como são. As vezes achamos que podemos ensiná-las a serem pessoas de bem, mais esquecemos que em cada criança que nasce há uma centelha de sabedoria escondida e pronta para se desvelar no passar dos anos. Cabe a nós aprendermos com elas, partilhar com as mesmas a alegria de ser criança que ainda clama libertação em nós. Sair da prepotência de nos acharmos maduros demais para escutá-las e debruçar-nos sobre suas falas inocentes. Portanto, aprendamos com as crianças que nos circundam, para que elas nos mostrem a beleza que é: partilhar, amar as coisas simples, estar abertos a diversidade e sobretudo se derramar na experiência de acreditar, que em tudo há esperança.


Por Edmilton Neves,SDV.
(Religiosos Vocacionista).