A vagar pelas ruas vou eu destemidamente solitário e sem razões para viver. Encontro sobre os viadutos jovens como eu e me faço indiferente as suas dores. Cheiram cola e se inoculam anestesiando a dor de ser esquecido/a pela mãe terra. Até porque os seres humanos são estranhos a ele.
Os problemas sociais ah! Não vejo e nem quero senti-los, pois estão longe de mim. Perspectiva de vida ah! Nem sei o que é isso, choro ao perceber que os acadêmicos criam esses termos difíceis, que nem sei o que querem dizer, ou melhor, nem criamos, foram eles para tentar explicar a nossa situação excludente.
Vivo por viver e só. Foram me negadas às oportunidades de ser gente, apesar de que Deus me assegura essa identidade, mas só isso não basta. Preciso comer, bem, tomar banho, ter uma casa, preciso de afeto familiar, preciso de uma roda de amigos para partilhar.
Mas tudo isso que eu falei até agora, vive ainda no mundo das ideias. Passagem esta que ainda não consigo desbravar. O que está feito, está feito e nada tenho que procurar. Ter consciência do que é preciso para sobreviver possivelmente está longe de se concretizar. Por isso que caminho anestesiado, sem rumo e sem direção.
Ah! Ainda há um ponto que quero escrever no meu diário. A religião ah! Religião o que é isso diante do problema da indiferença? Há uma imensidão de propostas religiosas até que elas poderiam resolver meus problemas, mas não vão conseguir, porque algumas delas ajudariam no meu processo de anestesia.
Enfim, vou por aí, pra onde ir, pra que sorrir? (Como já dizia uma canção sertaneja). Mais eu vivo anestesiado mais com ânsia de pensar a minha anestesia, mesmo que não haja solução para a mesma, mas penso...
Por Edmilton,SDV.
Para aquelas pessoas que se apaixonam pelo pensamento como mecanismo de mudança social.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Experiência de Deus ou Experiência com Deus?
Antes de falarmos sobre a experiência com Deus é necessário contextualizá-la, no tempo, mesmo que tal experiência fuja de nossa delimitação. Aqui vai um pequeno esboço de uma palestra dada para a Adolescência Missionária.
Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, mas os estudiosos não chegaram a um consenso sobre essa cronologia, havendo variações consideráveis nas datas conforme o autor. Seja como for, o período foi marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar de estas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e RELIGIÃO, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo.
RELIGIÃO
• Morte de Deus (auge da vitalidade humana, isso não quer dizer que Deus morreu completamente).
• Deus é despedido (da-se lugar ao protagonismo do homem).
• Do teocentrismo para o antropocentrismo (ou seja, a centralidade é o homem com sua capacidade que independem de Deus).
Os três pontos citados acima caracterizavam o momento do renascimento em relação à atitude religiosa da época.
O mundo é o lugar onde encontramos Deus. Os rostos de nossos irmãos e irmãs são o lugar especial da manifestação do rosto de Deus.
Ao longo da história da humanidade, tanto meios intelectuais como nos meios religiosos, aprendemos a ver o mundo como obstáculo ao crescimento e à santidade. Tais idéias ainda persistem entre nós.
Ora, existe outro lugar para fazer experiência de Deus que não seja no meio das confusões e belezas deste mundo?Afinal não é aqui que vivemos que nos movemos e somos?Pode alguém neste mundo viver sem se relacionar com os demais? Pode alguém sem se servir das coisas materiais? É por meio delas e com elas que estabelecemos a relação com Deus.
Desta maneira, pessoas, coisas materiais, acontecimentos bonitos ou trágicos são espaços e lugares para experimentar Deus.
A vida está repleta de expressões da presença de Deus: uma poesia, o nascimento de uma criança, a perda de alguém que a gente ama os rostos sofridos ou felizes de nossos irmãos e irmãs, a beleza do céu estrelado, um pôr-do-sol, as surpresas negativas, uma doença, o trabalho de cada dia, o perdão, a criatividade humana, o mistério de cada pessoa e de cada coisa, a música e a dança... Enfim, Deus está aí “esparramado” no mundo e sempre pronto para ser encontrado.
• Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8,14).
• O próprio Espírito assegura ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8,16).
• Jesus respondeu: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conheceis, conhecereis também o meu Pai. Desde agora O conheceis e já O vistes» (Jo 14, 6-7).
Bibliografia:
• Livro: Cativados pelo amor - Vanderlei Soela,Paulinas . São Paulo,2005.
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento (acessado as 11:35 -dia 20.05.10)
• Bíblia Sagrada – Nova tradução na linguagem de hoje. Paulinas
Por Edmilton Neves,SDV.
Um pouco de Historia
RELIGIÃO
• Morte de Deus (auge da vitalidade humana, isso não quer dizer que Deus morreu completamente).
• Deus é despedido (da-se lugar ao protagonismo do homem).
• Do teocentrismo para o antropocentrismo (ou seja, a centralidade é o homem com sua capacidade que independem de Deus).
Os três pontos citados acima caracterizavam o momento do renascimento em relação à atitude religiosa da época.
Os Acontecimentos, As Coisas, A Vida
O mundo é o lugar onde encontramos Deus. Os rostos de nossos irmãos e irmãs são o lugar especial da manifestação do rosto de Deus.
Ao longo da história da humanidade, tanto meios intelectuais como nos meios religiosos, aprendemos a ver o mundo como obstáculo ao crescimento e à santidade. Tais idéias ainda persistem entre nós.
Ora, existe outro lugar para fazer experiência de Deus que não seja no meio das confusões e belezas deste mundo?Afinal não é aqui que vivemos que nos movemos e somos?Pode alguém neste mundo viver sem se relacionar com os demais? Pode alguém sem se servir das coisas materiais? É por meio delas e com elas que estabelecemos a relação com Deus.
Desta maneira, pessoas, coisas materiais, acontecimentos bonitos ou trágicos são espaços e lugares para experimentar Deus.
A vida está repleta de expressões da presença de Deus: uma poesia, o nascimento de uma criança, a perda de alguém que a gente ama os rostos sofridos ou felizes de nossos irmãos e irmãs, a beleza do céu estrelado, um pôr-do-sol, as surpresas negativas, uma doença, o trabalho de cada dia, o perdão, a criatividade humana, o mistério de cada pessoa e de cada coisa, a música e a dança... Enfim, Deus está aí “esparramado” no mundo e sempre pronto para ser encontrado.
Deus deixa se experienciar por meio:
• Da oração intensiva e extensiva• Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8,14).
• O próprio Espírito assegura ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8,16).
>>>JESUS COMO AQUELE QUE MEDIA A NOSSA EXPERIÊNCIA COM DEUS<<<
• Jesus respondeu: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conheceis, conhecereis também o meu Pai. Desde agora O conheceis e já O vistes» (Jo 14, 6-7).
Bibliografia:
• Livro: Cativados pelo amor - Vanderlei Soela,Paulinas . São Paulo,2005.
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento (acessado as 11:35 -dia 20.05.10)
• Bíblia Sagrada – Nova tradução na linguagem de hoje. Paulinas
Por Edmilton Neves,SDV.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Segregação espacial é fato no Rio?
Certamente há de se verificar essa tal pergunta sugestiva, pois estamos vivendo a efervescência da copa, que será aqui, na cidade “maravilhosa”.
Na altura do complexo da Maré, divisa com a linha alternativa chamada linha vermelha, podemos constatar que a prefeitura está empenhada em fomentar a beleza presente nesta cidade.
Parece-me hilário pensar que fora investido muito dinheiro para tapar o buraco da falta de moradia digna para as pessoas que construíram história naquele bairro.
Por Edmilton Neves,SDV
(Religiosos Vocacionista).
E-mail: edvocary20@hotmail.com
Na altura do complexo da Maré, divisa com a linha alternativa chamada linha vermelha, podemos constatar que a prefeitura está empenhada em fomentar a beleza presente nesta cidade.
Segregação espacial não existe aqui no rio, existe uma higienização espacial, pois no mesmo bairro citado acima colocaram uma barreira de metal, pvc, plástico e alguns desenhos cala povo, para ilustrar como é bonito enganar.
Há aqueles que diz ser uma forma de evitar acidentes envolvendo pedestre na rodovia linha vermelha, há aqueles que dizem que, isso é uma pura falta de respeito aos moradores, que ali residem.
Há também uma onda de investimentos em infra-estrutura urbana, em cursos de inglês para as pessoas de baixa renda e muito mais. O que intriga a oposição é perceber que esses benefícios necessários chegarem agora no êxtase da copa, que o Estado do rio irá sediar.
Como nos diz o saudoso sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade liquida pautada por relações frágeis, e é isso que a cidade do rio está vivendo, com paliativos, que aos olhos de espectadores descuidados acham que estão fazendo muito pela cidade "maravilhosa" e por sua população.
Enfim o que nos cabe? Repensar o modo de ver e conceber essa cidade, que não há segregação espacial, pois ricos e pobres dividem o mesmo espaço, mas a economia é desigual entre eles. Cobrar dos poderes públicos mais transparência e responsabilidade em usar o dinheiro público, usando-o com coisas consistentes e não liquidas.
Por Edmilton Neves,SDV
(Religiosos Vocacionista).
E-mail: edvocary20@hotmail.com
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Conviver em um clima de proibições, sem discutir responsavelmente.
Fui a uma palestra com um grupo de (jovens), por condições éticas não posso falar o nome do grupo, prefiro preservar a integridade do mesmo.
Convidaram-me para falar sobre vocação, um bom tema para o mês corrente. Até aí tudo bem. Conversa vai, conversa vem, a catequista ou coordenadora do grupo chama à atenção sobre um aspecto humano, masturbação como um vício, quando eu falava do voto de castidade assumido pelos religiosos e religiosas . Fiquei espantado pela imediata caracterização feita por ela como “vicio”, tentando desconcertar essa afirmação da coordenadora, e libertar os meninos, que imediatamente olharam para mim com cara espantada e pedindo redenção.
Falei em voz alta e em bom tom que a masturbação não é vício! Vício é quando nos fechamos a essa prática natural, não querendo se relacionar com ninguém.
E eu ainda acrescento isso não é só vício, mas também pecado. Pecado, pois, quando eu não quero me relacionar com as pessoas, achando esse mecanismo suficiente em si, automaticamente há uma descaracterização da pessoa humana, criada para a relação com os semelhantes e com o cosmo.
Na visão biológica a masturbação é natural, por quê? Porque todas as crianças e adolescentes passam pela mesma, e que esse é um processo normal de descoberta do libido. (do latim, significando "desejo" ou "anseio").
O adolescente no seu percurso de amadurecimento vai percebendo ao longo do tempo que a masturbação foi um processo de crescimento sexual e que hoje, ele ou ela não precisa mais recorrer, por quê? Porque encontrou alguém que possa dividir as energias sexuais, não egoisticamente, mas coecetricamente, coecetricamente mesmo, sem fugir a fidelidade característica de toda resposta vocacional.
Fico pensando comigo mesmo, será que iremos ajudar as crianças a serem maduras no processo da fé, tratando temas tão delicados como pecado e vício só? Acho que não, ou negligenciarmos a elas a oportunidade de aprofundar-se, em temas sobre sexualidade sem um peso religioso cego, como se a religião fosse um mecanismo de controle desenfreado.
A religião deve conduzir a liberdade, uma liberdade responsável e discutida e não cegamente proibitivo e pronto. Fiquei feliz também porque a mesma coordenadora convidou-me para falar sobre sexualidade, ou melhor, tudo sobre sexualidade, mais com o enfoque maior sobre homossexualidade.
Pensar e discutir costuma fazer bem.
Por Edmilton Neves,SDV.
(Religioso Vocacionista).
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