Na altura do complexo da Maré, divisa com a linha alternativa chamada linha vermelha, podemos constatar que a prefeitura está empenhada em fomentar a beleza presente nesta cidade.
Segregação espacial não existe aqui no rio, existe uma higienização espacial, pois no mesmo bairro citado acima colocaram uma barreira de metal, pvc, plástico e alguns desenhos cala povo, para ilustrar como é bonito enganar.
Há aqueles que diz ser uma forma de evitar acidentes envolvendo pedestre na rodovia linha vermelha, há aqueles que dizem que, isso é uma pura falta de respeito aos moradores, que ali residem.
Há também uma onda de investimentos em infra-estrutura urbana, em cursos de inglês para as pessoas de baixa renda e muito mais. O que intriga a oposição é perceber que esses benefícios necessários chegarem agora no êxtase da copa, que o Estado do rio irá sediar.
Como nos diz o saudoso sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade liquida pautada por relações frágeis, e é isso que a cidade do rio está vivendo, com paliativos, que aos olhos de espectadores descuidados acham que estão fazendo muito pela cidade "maravilhosa" e por sua população.
Enfim o que nos cabe? Repensar o modo de ver e conceber essa cidade, que não há segregação espacial, pois ricos e pobres dividem o mesmo espaço, mas a economia é desigual entre eles. Cobrar dos poderes públicos mais transparência e responsabilidade em usar o dinheiro público, usando-o com coisas consistentes e não liquidas.
Por Edmilton Neves,SDV
(Religiosos Vocacionista).
E-mail: edvocary20@hotmail.com


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